sábado, 30 de julho de 2011

2014 é logo aí...

E não é que o escândalo do DNIT abalou as estruturas políticas do estado ?

O PR tinha dois pré-candidatos à Governador, em 2014: o ex-diretor geral do órgão, Luiz Antônio Pagot e o senador Blairo Maggi. Pagot foi defenestrado e jogado no limbo político; Maggi saiu com a imagem cheia de respingos, somadas às acusações de participação na compra do dossiê, contra os candidatos Antero Paes de Barros e Serys Slhessarenko, em 2006.

E eis, que a sucessão de MT, se embolou. O governador Silval Barbosa, não poderá concorrer à reeleição em 2014: ou optará por continuar à frente do Governo até 31 de dezembro; ou se desincompatibilizará, para concorrer à uma vaga ao Senado, em abril de 2014.

Assim sendo, assume o vice-governador Chico Daltro (PSD), que se torna candidato natural à sucessão.

Porém, a oposição tem o senador Pedro Taques (PDT), que venceu o pleito de 2012, enfrentando a máquina estadual, que apostou todas as suas fichas na candidatura de Carlos Abicalil (PT).

Some-se à isso, que o jogo só começará à ser jogado, definitivamente, com o resultado do pleito municipal de 2012. Para os dois grupos, é importante vencer nos grandes munícipios.

E lembrem-se do pleito presidencial de 2014: Dilma Rousseff (PT) tentando se reeleger; e a oposição, bancando a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB). Afinal, em qual palanque, estará cada candidato ao Governo ?

Mistérios...

A sucessão em Cuiabá

Até o momento, a situação está indefinida na capital do nosso estado. Há várias pré-candidaturas postas, porém, que devem ser retiradas: lançadas apenas, para barganhar apoio político ou que pretendem à Vice-Prefeitura ou à montagem de chapas eleitorais consideradas "fortes" nas eleições proporcionais à Câmara Municipal. Os pré-candidatos são: o PSB de Mauro Mendes, o PR de Sérgio Ricardo, o PT de Lúdio Cabral, o empresário Dorileo Leal (que negocia a filiação ao PMDB), o PSDB de Guilherme Maluf, e talvez o PTB encampando a reeleição do atual prefeito Chico Galindo.

A candidatura de Mauro Mendes, é vista como eleitoralmente "forte", porém se deve ao recall das eleições anteriores. Além disso, terá que convencer o cacique Valtenir Pereira, a lhe dar legenda.

A candidatura de Sérgio Ricardo, se encontra na mesma situação do empresário Mauro Mendes. É eleitoralmente "forte", mas enfrenta a resistência dos donos da legenda, isto é, a "Turma da Botina", comandada pelo Senador Blairo Maggi.

O empresário Dorileo Leal, tenta se apresentar como "novidade" ao eleitorado cuiabano. Negocia sua filiação ao partido do Governador, tornando-a competitiva sua pretensão. Porém, sua ligação com políticos tucanos, faz com que seja visto com desconfiança.

O vereador Lúdio Cabral, tenta se capitalizar, como o candidato da esquerda; porém, sofre o "fogo amigo" de setores de seu partido, ligados à administração estadual.

O deputado estadual Guilherme Maluf, enfrenta dois problemas: ser visto como candidato do PSDB, partido que governa a capital há 19 anos; e o desgaste, por ter sido secretário da Saúde da administração Wilson Santos - a saúde é o ponto fraco.

E o atual prefeito, sofre desgaste, por tentar efetuar medidas impopulares, como a concessão da Sanecap. E herdar boa parte dos problemas da administração anterior, inclusive, na área da saúde.

Do meu ponto de vista, o jogo está zerado. Nenhum candidato empolga o eleitorado, até o momento. E o resultado do pleito, pode ser simplesmente, imprevísivel.